terça-feira, outubro 28, 2014

Boletim Meteorológico #22

Histórias de Outono (ou de outra estação qualquer).

segunda-feira, outubro 20, 2014

Pequenas Histórias Sem Moral (Ou Sentido) #3

Ela queria espantá-lo; chegava mesmo a usar uma vassoura. Mas ele sempre se espantava com a graciosidade dela.

domingo, setembro 21, 2014

Boletim Meteorológico #21


segunda-feira, setembro 08, 2014

Boletim Meteorológico #20

domingo, agosto 17, 2014

Boletim Meteorológico #19

Warm summer sun,
     Shine kindly here, 
Warm southern wind, 
     Blow softly here. 
Green sod above, 
     Lie light, lie light. 
Good night, dear heart,
     Good night, good night.

Warm Summer Sun, Mark Twain

quarta-feira, agosto 13, 2014

Boletim Meteorológico #18

O meu quarto cheira a chuva. E dizem que esta noite chovem estrelas.

sexta-feira, julho 18, 2014

Elogio da Loucura 35

Tinha um dicionário novo de palavras gastas, embora fosse muda.

quarta-feira, julho 16, 2014

Elogio da Loucura 34

Queimam-se-me os lábios do teu gelo. E acho que gosto de vulcões.

sábado, junho 21, 2014

Boletim Meteorológico #17

segunda-feira, junho 02, 2014

Windows 10.0 #1

"Os nossos alunos já funcionam em Windows, mas as nossas escolas ainda trabalham em DOS", David Justino (ex-Ministro da Educação).

Resposta num teste de Ciências Físico-Químicas do 8º ano: "A velocidade é mais pequena logo é mais rápido".

sexta-feira, maio 02, 2014

Boletim Meteorológico #16

domingo, abril 14, 2013

Boletim Meteorológico #15

Depois de sete meses de chuva, vi os portugueses assemelharem-se aos povos do Norte da Europa.

segunda-feira, março 11, 2013

Diálogos Reais #1

Professora - "Solidificação é a mudança para que estado físico?"
Aluno - (Silêncio)
Professora - "Lembra-te: há o estado gasoso, o líquido e o sólido. Então, a solidificação há de ser a passagem para... Que estado te faz lembrar o nome?! So-li-di-fi-ca-ção..."
Aluno - Líquido.

quinta-feira, março 07, 2013

A Importância de Ser O Ernesto

Depois de Bo, o cão de água, há mais um luso-descendente com influência junto da Casa Branca. Chama-se Ernest Moniz, é filho de açorianos, tem um cabelo que lembra George Washington e é o novo Secretário de Estado da Energia dos Estados Unidos. Com uma notável carreira académica, vai-lhe competir acabar com a dependência petrolífera norte-americana. A nós competir-nos-á explorar aquilo que, ainda esta semana, numa conferência sobre soluções de crescimento para Portugal, ouvi chamar de efeito "Horta Osório" - e que bem poderá mudar de designação para "Ernest Moniz".

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Em Desacordo com o Acordo #7

Se é para pedir fatura, vou alinhar com a evasão fiscal.

terça-feira, outubro 02, 2012

O Big Brother às Vezes É Mesmo um Irmão Mais Velho

A edição 200 da versão portuguesa da Courrier Internacional traz em destaque um artigo sobre a ameaça à privacidade que advém informatização crescente das nossas vidas. Ainda não tive ocasião de o ler, mas ontem, na Revista de imprensa da SIC Notícias, o editor executivo da publicação, Rui Cardoso, revelou que é contada a história de uma jovem cujo pai descobriu que ela estava grávida graças aos cupões de desconto do supermercado, o qual, por sua vez, usou os dados relativos às compras da rapariga para tirar tal ilação. Como pessoa que muito preza a privacidade, fiquei indignada. Mal sabia que umas horas depois iria agradecer os registos que fazem do meu dia-a-dia...
Sucede que recebi um auto onde sou acusada de ter pisado/transposto uma linha contínua num certo Sábado de Abril, pela hora do almoço, para os lados da Póvoa de Santa Iria. Ora, essas são bandas a que não me costumo dirigir. E, embora não sofra de hipertimesia, tenho uma memória que já foi adjectivada de prodigiosa, portanto confiei quando o meu arquivo mental me disse que não tinha estado naquele lugar, naquele dia, àquela hora. Disse-me mais, o meu arquivo mental: recordou-me que ao meio-dia de Sábado era, em Abril, habitual eu estar aos pulos e aos saltos numa aula de BodyAttack. E foi assim que o Big Brother da minha vida me ajudou, se comportou como um verdadeiro irmão mais velho protector e me tranquilizou, porque a minha ida ao ginásio está registada, bem como a hora de entrada e saída do respectivo parque de estacionamento. 
Eu tive uma dupla sorte: desde logo, a minha capacidade invulgar de recordar; depois, por naquele período estar num sítio sujeito a um controlo informático que me pode defender. Não se julgue que estou com isto a propor a monitorização das nossas vidas para nossa própria segurança! De modo algum! Como afirmei, sou uma pessoa que muito preza a privacidade. O que me choca - e mais que o artigo da Courrier - é vivermos num país onde as acusações chegam seis meses decorridos após os alegados factos e em que o ónus da prova está do lado do arguido. Eu não costumo ser adepta de teorias da conspiração, mas vivo num país onde sou obrigada a considerar a hipótese do Estado agir de má-fé em situações como esta. Lamentavelmente.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Fado É Património, Mas o Dueto É Que Comanda*


[Nesta época natalícia, tão musical, tentemos não ir em cantigas...]
Há 30 anos atrás, David Bowie e Freddie Mercury conquistavam os tops europeus com a música Under Pressure. Hoje, é o duo Merkozy que reina nos noticiários. Curiosamente, com a mesma canção.
Depois de, durante meses, Berlim e Paris terem optado pelo Sound of Silence, chegou a hora de tomar decisões. São elevadas as expectativas em relação à próxima Cimeira Europeia; um fracasso desta e a Europa bem poderá dizer ao euro I’ll Be Missing You.
Em conferência de imprensa, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel reafirmaram o estatuto de independência do Banco Central Europeu. Descodificando: não haverá uma significativa injecção de liquidez nas economias que estão a atravessar dificuldades. Tal medida permitiria evitar uma recessão mais profunda; mas seria geradora de inflação e, como bem sabemos, isso remete imediatamente os alemães para aquele período da História em que o seu país foi governado por um senhor com um bigode ridículo. Quanto às Eurobonds, continuam a ser encaradas como Somethin’ Stupid. Ao que consta, o plano dos dois governantes passa pela criação de uma regra de ouro que permita aos tribunais constitucionais averiguar se os orçamentos nacionais vão no sentido do equilíbrio. E será proposto, ainda, um novo Tratado que inclua sanções automáticas para os países que apresentem défices excessivos. A este propósito, permitam-me recordar que existia um mecanismo semelhante no Pacto de Estabilidade e Crescimento. Sucede que, em 2002, França e Alemanha foram a Bonnie&Clyde das finanças da zona euro, pelo que não houve punição para ninguém (inclusive para nós, que tínhamos estado em incumprimento no ano anterior). Pode ser que, uma vez inscritas num Tratado-com-nome-de-uma-qualquer-cidade-dinamarquesa, se tornem regras para cumprir. Pelo menos, que os mercados acreditem nisso!
Não estando particularmente optimista, espero que o fim da semana traga boas notícias e soluções. É que eu aguardo pelo The Time of My LifeI!


* Texto a ser publicado na próxima newsletter da Delegação Regional da Madeira da Ordem dos Economistas

terça-feira, novembro 29, 2011

Racistas, Machistas e Outros "Istas" que Tais

Faz parte do menu do dia dos noticiários a detenção de uma inglesa que proferiu insultos racistas. Eu, que não sou, obviamente, racista, repudio o comportamento da senhora; concordo apenas com a afirmação de que a Grã-Bretanha está cheia de escumalha: pessoas como ela, naturalmente. Não obstante, não percebo o motivo da detenção. E pergunto-me "seria detido um homem que fosse num transporte público a defender o regresso das mulheres às tarefas domésticas em regime de exclusividade"?

terça-feira, novembro 15, 2011

Boletim Meteorológico #14

Este ano, o Verão tem chegado sempre atrasado. Incluindo o de São Martinho.

quarta-feira, outubro 12, 2011

Boletim Meteorológico #13

Finalmente, percebi o porquê destes dias estivais em pleno Outono: é para contrastar com o Inverno da nossa economia (e do nosso descontentamento).

segunda-feira, outubro 10, 2011

Já Não Se Fazem Testes como os Meus

O Dexia não era, há uns tempos atrás e de acordo com os testes de stress, uma maravilha?! Se calhar, saídos os resultados, a gestão do banco desatou a comprar dívida grega. Um pouco como aquelas pessoas que passam a comer um bolo por dia para comemorar o facto da Tanita lhes ter dito que estavam com menos 15% de massa gorda. Ou, então - hipótese que eu coloco muito remotamente! -, os testes de stress não valem nada. Será?!...

Em Desacordo com o Acordo #6

Com minissaia, deixo de mostrar as pernas.

sábado, outubro 08, 2011

Irónico

É os gestores das empresas públicas de transportes colectivos terem direito a viatura privada.

quinta-feira, outubro 06, 2011

Bola Vermelha no Canal Parlamento, Por Favor

Não sei se é por a imagem da República ser uma senhora claramente em trajes menores, mas qualquer pessoa que tenha visto 5 minutos do canal Parlamento percebe que a Assembleia da República não é o lugar do país onde mais se pratica a elegância. Por exemplo, dizer "Manso é a tua tia, pá" não me parece coisa que se faça no segundo órgão de soberania nacional. Fazer cornos a um deputado, então, seria impensável. Mas, quando achamos que já vimos tudo, eis que o tema de debate de hoje no Parlamento será "o meu buraco é mais pequeno que o teu"...

quarta-feira, outubro 05, 2011

Mau Marketing; Melhor Análise Financeira?

Custa-me a compreender como é que se dá tanta credibilidade às agências de rating quando uma delas assume que é de luas e a outra oscila entre o padrão e o pobre.

Em Desacordo com o Acordo #5

Prefiro ficar encarquilhada a usar um antirrugas.

terça-feira, outubro 04, 2011

Europa Vê-se Grega com a Grécia (Ou a História de uma Moeda Única)

Há certas histórias que, mal começaram, já se lhes adivinhamos o fim. Os livros do Júlio Dinis são um bom exemplo disso: acho que à quinta página d' Os Fidalgos da Casa Mourisca já tinha percebido os amores e desamores que iriam ser relatados nas restantes 435 páginas. A história da moeda única não será assim tão óbvia, mas os sinais estavam lá para o cidadão observador (tal como estavam para o leitor atento d' Os Maias).
Para quem não se lembra, a Grécia ficou de fora do primeiro pelotão do euro. Reino Unido, Dinamarca e Suécia também não entraram, mas por opção própria. No caso grego, o afastamento deveu-se ao não cumprimento dos critérios que ficaram para a posteridade como os de Maastricht. Em 1998, era o único país que apresentava um défice orçamental superior a 3% do PIB; e também os critérios de estabilidade dos preços, das taxas de juro e da taxa de câmbio não haviam sido preenchidos.
Ainda assim, quando, a 1 de Janeiro de 2002, as novas notas e moedas entraram em circulação, a Grécia teve direito às suas, com navios, gregos famosos e deuses da mitologia. O que provavelmente era um mito é que o país tivesse conseguido reunir as condições impostas. O que, aliás, é verdade para outros países, Portugal incluído. Ou melhor, os números estavam lá, mas, neste caso - como, de resto, em tantos outros -, a viagem é mais importante que o destino. Por exemplo, o critério da estabilidade orçamental foi cumprido em Portugal muito à custa da descida das taxas de juro, que permitiu uma redução dos encargos com a dívida pública; como o défice era o total e não o primário, serviu. Ou seja, não fomos obrigados a fazer aquilo a que agora somos obrigados, com muito mais sacrifício e numa situação económica fragilizada. Isto para não mencionar os actos de criatividade na contabilidade nacional!
Diz a sabedoria popular que aquilo que nasce torto só se endireita - se se endireitar! - tardiamente. O euro nasceu a 16 de Dezembro de 1995, na Cimeira de Madrid. Quiseram os alemães que ele viesse substituir o ECU, acrónimo de European Currency Union, mas também a designação de uma antiga moeda francesa... Escolheram euro, uma palavra neutra entre Estados-membro e, por isso, passível de agradar a todos. Curiosamente, a todos excepto aos gregos, para quem euro se lê "évró", cujo plural soa "évrá", ou seja, urina.

Em Desacordo com o Acordo #4

Eletricidade dá-me choque!